Governo exclue caminhoneiros da ajuda emergencial.

Notícia publicada em 18/05/2020 às 13:10 -
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CNTTL repudia vetos de Bolsonaro que excluem caminhoneiros e outras categorias da ajuda emergencial

A CNTTL repudia a Lei nº 13.998 publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (15) assinada por  Bolsonaro, que excluiu categorias que precisam receber o auxílio emergencial de R$ 600,00  em razão da pandemia do novo coronavírus (COVID-19). 

Isso significa que continuam não recebendo a ajuda financeira grupos como caminhoneiros, diaristas, camelôs, motoristas de aplicativos, taxistas, guias de turismo, artistas, vendedores porta a porta, profissionais de beleza e pescadores artesanais que não recebam o seguro-defeso, entre outros. Essas categorias tinham sido incluídas pelo Senado Federal.

Para o diretor da CNTTL e presidente do SINDITAC  (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Ijuí,) Carlos Alberto Litti Dahmer, vice-presidente da CGTB.

 essa medida de Bolsonaro é desumana com os caminhoneiros autônomos que continuam trabalhando diante dessa pandemia, correndo o risco de serem contaminados/mortos, como já há casos de motoristas infectados com coronavírus.

“É lamentável que o presidente que se diz amigos dos caminhoneiros apunhale dessa forma toda a categoria. Até tu Messias”, se revolta Litti.

O presidente do Sindcargas da Paraíba (Sindicato dos Motoristas de Cargas e Ajudantes de entrega), Marcos Antonio, disse ao Portal da CNTTL que foram registrados 11 casos de caminhoneiros infectados com o vírus e os números não param de subir.

No Brasil, a COVID-19 matou 14 mil brasileiros, colocando o Brasil como o 6º país do mundo com mais casos, ultrapassando a França (com mais de 178 mil infecções pelo novo coronavírus).

Ajuda aos bancos

Na justificativa, o governo afirma que a proposta do Congresso feria o princípio da isonomia por privilegiar algumas profissões em razão de outras.

O caminhoneiro rebateu essa argumentação e disse que Bolsonaro liberou uma ajuda generosa aos bancos no valor de R$ 1,216 trilhão, mostrando que o seu governo está mais preocupado em ajudar o sistema financeiro, do que salvar vidas de pessoas pobres e sem renda.

“Tem um trilhão para banqueiro e não tem R$ 600 para o caminheiro?. Isso é um absurdo”, indaga Litti. 

Os vetos de Bolsonaro ainda serão analisados pelo Congresso Nacional.


PL dos Caminhoneiros

Continua parado na mesa do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o Projeto de Lei 1953/2020 de autoria da deputada Pérpeuta Almeida (PCdoB/Acre), que garante uma renda mensal de R$ 2.000 ao transportador autônomo durante três meses e a suspensão de três parcelas do financiamento dos  caminhões, que voltariam a ser cobradas no final do contrato.

“Pedimos à Câmara que trate o nosso pedido como tema de relevância social. Neste momento de pandemia, nossa categoria está exercendo um papel fundamental ao garantir o abastecimento da população, dos hospitais e da indústria”, ressalta Litti.

A categoria já havia alertado que o valor de R$ 600,00 era insuficiente para atender as suas necessidades, porém, com o veto de Bolsonaro agrava ainda mais a situação financeira.

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